Bem Vindos!

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UFOLÓGICO / ASTRONÔMICO/ CIENTÍFICO

domingo, 29 de março de 2015

O Bezerro Abduzido

Imagem meramente ilustrativa.
O fato se deu em fins de outubro (entre os dias 25 e 31) de 1970, na estância gaúcha "Palma Velha", de propriedade do Sr. Ildefonso Loutinho, localizada a 18 Km da cidade de Alegrete, no 1º Distrito. Houve dois protagonistas, pai e filho, ambos "posteiros" (encarregados de cuidar do gado em certo setor ou "posto" da fazenda). O pai, Sr. Pedro Trajano Machado, viúvo, com 66 anos de idade e apenas alfabetizado, enquanto seu filho, Euripedes de Jesus Trindade Machado, de 23 anos, é solteiro e analfabeto. Embora a humilde casa só distasse 150 a 200 metros do local onde se verificaram os fatos que narraremos, lá se encontrava, na ocasião, uma das filhas do Sr. Pedro, que entretanto nada chegou a presenciar. Um outro caso e filhos de idade maior, também moradores no local, estavam ausentes no momento da ocorrência.
Eram aproximadamente 16 horas e os dois (pai e filho) estavam ocupados, aplicando medicamentos em 18 cabeças de gado, que acabavam de prender no curral (chamado magueira).
Acabavam de separar uma vaca de cor vermelha, raça Gersey , que tinha um bezerro de cerca de um mês, com 20 kg, aproximadamente.
Amarrada a vaca em local separado da "encerra" (curral) onde estavam os outros animais, , ficou com o bezerro solto e distanciou-se uns 5 metros da mãe . Continuando o tratamento, notaram Pedro e Euripedes que os animais se tornaram inquietos, o que não os impressionou de começo, visto que se tratava de gado arredio, pouco acostumado à encerra (curral). A inquietude aliás acentuou-se na vaca amarrada, que começou a mugir insistentemente, voltando-se repetidamente para olhar o filhote, ao lado. O Sr. Pedro voltou-se para observar o bezerro, que a essa altura também estava berrando e verificou que o animal se encontrava suspenso no ar, a cerca de 1 metro do chão, na posição normal (com os pés voltados para baixo). Chamando então imediatamente a atenção do seu filho, ambos passaram a observar como o bezerro estranhamente ia se deslocando paralelamente ao solo, à altura aproximada de um metro, na posição citada, e berrando, enquanto se afastava em direção ao campo aberto . Pai e filho, como aparvalhados, continuavam entretanto no mesmo lugar, sem reação e iniciativa, somente esperando o desenrolar e o desenlace do fato.
Enquanto o restante dos animais continuava a mugir, berrar e agitar-se, aparentando pavor, o bezerro foi se deslocando em direção à cancela e atravessou a mangueira (porteira) que se encontrava aberta. Em seguida passou por baixo das ramagens de umas arvores, num vão de uns 2 metros de largura, na direção Oeste-Nordeste, até distanciar-se de sua mãe cerca de 20 metros. Atingindo esse ponto e ainda a 1 metro acima do solo, iniciou então um movimento de ascensão vertical, subindo lentamente, sempre com os pés voltados para a Terra. Entretanto deixou de berrar, logo após a tomada de direção vertical. Esta subida lenta durou, conforme as testemunhas (pai e filho), de uns 3 a 4 minutos, quando a uma altura bem inferior às das nuvens, tornou-se invisível (Obs.: Não sabemos que tipo de nuvens, para podermos avaliar aproximadamente sua altura).
Na ocasião, nenhum outro fenômeno (ruído, vento, variação de temperatura) foi percebido. Pai e filho continuaram sua tarefa cuidando inclusive da vaca, agora "desfilhada".
Finalmente o episódio foi comunicado ao dono do animal que não deu maior importância ao fato.
No dia 28 de outubro, ainda abalado, o Sr. Pedro procurou seu velho amigo, o Sr. Miguel Carvalho, há muitos anos encarregado da "Ilha", localidade bem junto à cidade de Alegrete. Desabafou-se, confessando que não sabia o que pensar sobre aquilo que presenciara.
Pormenores da pesquisa
Embora ocorrido este fato em outubro de 1970, somente em fins de janeiro de 1971 chegou aos ouvidos do pesquisador Sr. Victor Soares, por meio do Sr. Luiz Carlos dos Santos Lopes, genro de um amigo.
A pesquisa foi realizada em duas etapas: a 1ª no dia 28 de março de 1971, presentes do Sr. Victor, o Sr. Adão Bastos e o Sr. Luiz Carlos dos Santos Lopes; a 2ª em 30 de março de 1971, presente o colaborador ( do GIPOVNI) Sr. Adalberto Alves da Rosa; todos residentes em Alegrete.
A idoneidade das testemunhas, que residem na estância a cerca de 6 anos, foi atestada por conhecidos de longa data. Trata-se de pessoas de vida modesta e ambiente limitado, que não tinham, portanto, necessidade de autopromoção. São pessoas calmas e de poucas palavras, que se externam sem exageros nem entusiasmos. O relato foi conseguido a muito custo, e com relutância, portanto as testemunhas as testemunhas não desejam divagar em explicações.
Instados a darem outras informações sobre eventuais fenômenos voadores ou luminosos, o Sr. Pedro e seu filho informaram que, em várias ocasiões, inclusive na época desse acontecimento, observaram de noite "luzes de cor vermelha que se acendia e se apagavam"; "estrelas", que ora se moviam no céu, ora paravam, "fazendo até cambalhotas, isoladas ou em grupos de três".
Relata o Sr. Victor Soares que a cerca de 120 metros do local há uma linha elétrica de alta tensão (69.000 volts) da Usina Termoelétrica Oswaldo Aranha, que vai da cidade de São Francisco de Assis até a cidade de Alegrete. O bezerro viajou paralelamente à rede, no sentido de Alegrete para São Francisco. Na estância, informaram que não foram encontrados vestígios do bezerro.
Em sua carta de 3 de abril de 1971, o Sr. Victor Soares deixa entrever que houve outros "arrebatamentos" nas regiões vizinhas de Uruguai, norte da Argentina e Estado do Rio Grande do Sul. É pena que nenhum destes fatos tenha chegado ao conhecimento da SBEDV.

A Necessidade de Saber a VERDADE




Quando somos crianças, julgamos que a Verdade está inquestionavelmente depositada nas mentes dos adultos e das entidades que nos cercam. Crescemos sem questionarmos a sua genuinidade. Contudo, ao longo do percurso da nossa vida, algumas questões começam a emergir. Confusos, agora adultos, poderemos escolher dois caminhos distintos:
1)- deixamos para segundo plano essas estranhas questões e remamos com a corrente das ideias e conceitos já interiorizados, apenas insistindo talvez um pouco mais, numa ou noutra ideologia, para nos assegurarmos que estamos 'Salvos' da invasão dessas estranhas questões, que às vezes assaltam a nossa mente; ou...
2)- embarcamos numa Odisseia... Abrimos espaço em nossas mentes para todas essas estranhas questões e damos início à nossa própria investigação.....O que procuramos? A VERDADE, ...apenas a Verdade!

sábado, 28 de março de 2015

Os arquivos de Mussolini sobre OVNIs

mussolini1Roberto Pinotti, autor italiano e diretor do CUN (National Ufological Center, atualmente a maior organização civil de pesquisa ufológica mundial), e Alfredo Lissoni, escritor e outro pesquisador do CUN, deram a conhecer, durante o evento anual de San Marino, International UFO Symposium, a sensacional descoberta de alegados "Arquivos X" que datam da década de 30, quando então a Itália ...
era governada pelo regime facista de Benito Mussolini. Cópias de 18 documentos secretos da era facista (notas escrita à mão e telegramas), bem como um laudo forense de autenticação dos papéis (com um desenho de um OVNI), foram apresentados pelo CUN à mídia italiana no último 2 de abril e recebeu considerável cobertura na Itália, inclusive da rede nacional de TV RAI Uno e dos principais jornais como "Il Resto del Carlino", "La Nazione" e "La Repubblica". Embora estes artigos tenham sido postados em italiano na web, os documentos OVNI de Mussolini foram pobremente notados pelos estudiosos americanos, assim esta é a primeira vez que a história completa é contada em todos os detalhes fora da Itália.
Com suas cartas anônimas e referências a um super secreto "Cabinet RS/33" supostamente na função de coletar, investigar e suprimir dados sobre os OVNIs, esta história tem muitas similaridades à saga do MJ/12, como Lissoni indica em seus artigos no "UFO Notiziario". Mas há diferenças significativas.
A principal é que os originais italianos recebidos anonimamente pelo correio por Pinotti, começando em 1996, eram originais e não fotocopias ou fotografias mal-feitas, como o material Mj-12 enviado à Shandera, Berliner e Tim Cooper (em 2000 o incógnito "Mister X" enviou mais material endereçado diretamente ao Sr. Lissoni, mas no correio de Pinotti). A diferença entre um original e uma cópia é crucial, já que permite a análise forense do papel, tinta da máquina de escrever, processo de envelhecimento, e assim por diante.
Antonio Garavaglia, um dos melhores peritos forenses italianos, conduziu os testes nos papéis de Mussolini - mas nós estamos nos adiantando na nossa história.
Todo começou no início de 1996, quando Roberto Pinotti recebeu um punhado de notas manuscritas em artigos de papelaria que carregavam o selo do senado do "reino". (Mussoloni governou a Itália com mãos de ferro, nominalmenteem nome do rei). O ano é 1936 e o agente secreto usa simplesmente o primeiro nome "Andrea" (André em italiano) e inclui também um esboço "do dirigível misterioso". "Foi avistado na manhã (e não na noite) de segunda-feira - escreve - ele era um disco metálico, polido e refletor de luz, com um comprimento de dez ou doze metros. Dois caças de uma base próxima decolaram, mas não puderam alcançá-la mesmo a 130 kms/h. Ele não emitia som, que poderia levar a se pensar em um aerostato. Mas ninguém sabe de balões que possam voar mais rapidamente do que o vento. Eu estou certo que foi visto por outros pilotos da aviação ... isso [relatório] chegou às mãos de Ciano."
Conde Ciano, enteado de Mussolini, era Ministros de Assuntos Estrangeiros da Italia; mais tarde foi executado após participar no complô para depor o Duce e render-se aos aliados em 1943. O relatório de Andrea continua: "Então, após decorrer no mínimo uma hora e depois de passar Mestre, era visto como uma espécie de tubo metálico, cinzento ou escuro." Um desenho feito por um informante confidencial foi redesenhado por Andrea, que explicou que "'A' foi descrito como um tipo de torpedo aéreo, com as janelas muito claras ... e alternando, luzes brancas e vermelhas. 'B' eram dois 'chapéus, dois chapéus como aqueles usados por padres: abas largas, redondo, com uma abóbada no centro, metálico e seguindo o torpedo sem mudar suas posições aparentes."
O original menciona que "a prefeitura abriu um inquérito, mas você pode imaginar que fará poucos avanços e terá um resultado similar àquele de '31. O Duce expressou a sua preocupação, porque diz que se fosse referente a algum avião inglês ou francês real, sua política estrangeira teria que recomeçar mais uma vez."
Embora o relatório de Andrea seja somente um de diversos recebidos desde 1996, você pode ver que seu conteúdo é sensacional - descreve um relato clássico de disco voador com alarme e perseguição por avião e testemunhas múltiplas em 1936! Também divulga que Mussolini e Ciano, os líderes número um e dois da Italia naquele tempo, estavam intimamente ao par da situação. Certamente, outros originais recebidos, sempre anonimamente, pelo CUN e pelo jornal Il Resto del Carlino, mencionam um departamento misterioso conhecido como "Gabinet RS/33", encarregado de investigar e encobrir o quê  os originais se chamam "o avião não-convencional" ou os "aeromoveis."
O Gabinet RS/33 tinha ligações com a polícia secreta fascista, OVRA, e com o "Agenzia Stefani," a agência de notícia do regime encarregada de da disseminação da propaganda fascista. Um dos mais famosos cientista e de inventor italiano, Guglielmo Marconi, era o diretor do Gabinet, que incluía também diversos outros astrônomos , cientistas e coordenadores aeronáuticos proeminentes.
Quando a guerra começou os segredos do Gabinet foram compartilhados e enviados literalmente à Alemanha Nazista. Como Lissoni indica, os boatos de discos nazitas flagelaram a literatura OVNI por décadas, e um cientista italiano, Giuseppe Belluzzo, é mencionado sempre conjuntamente com os alemães Miethe, Schriever e Habermohl. Muito absurdo foi escrito sobre os supostos discos voadores nazistas - a maioria propaganda neo-nazista escancarada - contudo indubitavelmente há ao menos alguma verdade na matéria. Os nome of de Miethe et al., foram confirmados pelo FBI e por outros documentos Alemães e americanos.
São os "Arquivos-X Facistas" autênticos? A Lissoni (quem fez a pesquisa principal), a Pinotti e ao CUN, eles assim parecem. Para crédito dos investigadores, entretanto, o caso inteiro foi mantido  estritamente confidencial até que as análises forenses de Antonio Garavaglia foram completadas. Somente então os originais foram liberados à imprensa italiana e publicados em uma série dos artigos que começam com a edição de março do UFO Notiziario (e agora, em um livro). Garavaglia conduziu uma série de testes químicos do papel e da tinta - lembramos de que ele teve originais e não cópias - e concluiu que pareciam autênticos originais escritos à mão da era fascista. A cor do papel e o processo do envelhecimento da tinta o levou a cre que eram artigos genuínos e não falsificações modernas.
Lissoni consultou também Andrea Bedetti, um historiador, perito no período fascista da Italia. "Eu não posso excluir a existência real do Gabinet RS/33," disse Bedetti. Examinou também os originais vis-à-vis "o léxico e o estilo burocrático do período", assim como os artigos de papelaria (telegramas do "Senado do Reino" e da agência Stefani) e a terminologia aeronáutica utilizada. Bedetti verificou que tudo era consistente com os originais genuínos da era facista. Isto não exclui a possibilidade de uma falsificação habilidosa, mas teria que ser alguém profundamente conhecedor do estilo, do vocabulário e da terminologia fascista. Bedetti indicou também que no período 1933-40 - coincidindo com o alegado Cabinet RS/33 - o poder de Mussolini estava em seu pico e a Italia era uma das nações líderes do mundo no campo da aviação e da aeronáutica militar.
Finalmente, Lissoni tornou pública uma misteriosa referência de um discurso feito por Mussolini em 23 de fevereiro de 1941, quando o Duce indicou: "É mais provável que os Estados Unidos sejam invadidos pelos desconhecidos mas guerreiros habitantes do planeta Marte, que desceriam do espaço estrelado em fortalezas voadoras inimagináveis, do que pelos soldados do Eixo". O quê  o Duce estava tentando dizer? A história dos Arquivos-X fascistas ainda está progredindo... se no final eles se mostrarem reais, então toda a história da ufologia terá de ser revisada.


Os Discos Voadores de Mussolini

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As pesquisas sobre arquivos de Mussolini seguem adiante e a cada dia novos elementos confirmam a autenticidade dos documentos, delineando pouco a pouco um quadro cada vez mais completo e intrigante, composto de abafamentos, ações de guerrilha e tramas, tecidos para colocar um véu de silêncio a uma incômoda verdade. Hoje, a mídia de massa, brutalmente censurada nos anos 30, esta emprenhada a uma vingança”moral”, dando amplo espaço a esse vácuo deixado pelo período de 20 anos da época fascista: os registros foram mostrados por Roberto Pinotti no programa Speciale Tgl, dedicado aos UFOs e exibido por um canal Italiano, durante o qual, entre outras coisas, a própria Aeronáutica resolveu abrir seus arquivos. A coluna Tentazione do jornal italiano Il Giorno dedicou anos atrás uma pagina inteira aos documentos fascistas, uma detalhada investigação levada a cabo pelo jornalista Gabriele Moroni.
Foi o próprio Il Giorno o primeiro a levantar a hipótese, segundo indicações minhas, de que o disco voador recuperado pelos fascistas, na manhã daquele dia 13 de junho de 1933, estivesse escondido nas instalações da base de Siai Marchett, em Vergiate ou Sesto Calende, duas localidades que fazem divisa com a província de Varese. Chegaram a identificar os locais os locais graças a uma série de elementos coincidentes. Em primeiro lugar, o local da aterrissagem devia estar localizado na região milanesa ou na Lombardia. Isso era demonstrado pelo fato dos envelopes Stefani, que se referiam a recuperação do objeto, tivessem partido do Escritório Telegráfico de Milão e não, por exemplo de Roma ou de outra sede jornalística periférica. A cidade de Vergiate encontra-se na província de Varese, sendo que próximo dali esta localizada Sesto Calende, perto do Rio Ticino, divisa com Novara. Em Sesto Calende e Vergiate, alem da vizinha Santa Anna, a Siai Marchetti tinha suas próprias instalações, onde eram construídos aviões militares.
Nessa cidade estavam localizados os escritórios administrativos e em Vergiate as instalações propriamente ditas. Em Santa Anna havia terrenos que mais tarde hospedariam outras instalações. Também em Sesto Calende e em Vergiate estavam as casas de Italo Balbo e Filippo Eredia, seu braço direito, Balbo conforme soubemos por intermédio dos documentos arquivados era um dos comandantes do Gabinete RS-33 e estava em estreito contato com Guglielmo Marconi, como demonstra um artigo publicado nas páginas do Jornal La Será, do dia 15 de julho de 1933, sobre alguns telegramas amigáveis entre os dois personagens. A história oficial nos diz que Italo Balbo era habituado a ir até suas empresas aéreas partindo mesmo de Sesto Calende – ou melhor, pelo campo de vôo da adjacente Vergiate Eredia, responsável pelo escritório meteorológico do Estado, fornecia a Balbo as condições atmosféricas epara os vôos oceânicos. Após a guerra, esse personagem tornou-se curiosamente uma dos maiores infatigáveis céticos sobre o fenômeno UFO.
Ainda outras indicações levavam as atenções para a região de Varese. Em primeiro lugar, o fato é que, após a recuperação do disco , foi o próprio jornal da cidade, o Cronaca Prealpina, do dia 20 de junho daquele mesmo ano, a dar a noticia com ênfase na existência de formas de vida em Marte, em contato com homens da Terra. Em segundo lugar, o fato de que nos anos imediatamente posteriores ao período pós-guerra continuasse a circular na região o boato de que eram mantidos na cidade de Vergiate os discos voadores terrestres.
Investiguei pessoalmente o Caso de Tradate, Varese. Em 1950, o operário Bruno Facchini se deparou em um bosque com um disco voador pousado e com seus ocupantes. Como lembrança dessa experiência, Facchini levou sempre consigo sobre o abdômen os efeitos de uma descarga elétrica provocada por um fecho de luz disparado em sua direção pelos extraterrestres, empenhados em realizar sobre os disco um trabalho de soldagem. O que poucos sabem é que quando Facchini se deparou com o artefato, pensou logo se tratar de um protótipo mantido em Vergiate pelos Estados Unidos.
Mesmo os norte-americanos, durante a guerra, bombardearam por cerca de nove meses as instalações Marchetti, de Vergiate, na tentativa de destruir algo a todo custo. Pouparam apenas Sesto Calende, ainda que estivesse localizada próxima a uma estratégica ponte de ferro sobre o Rio Ticino. Talvez, por terem conhecimento do fato de que as referidas instalações repousassem preciosos documentos, os mesmos tivessem decidido manter intacta a cidade de Sesto. Terminada a Guerra nos anos 50, a Força Aérea dos Estados Unidos(USAF)apressou-se em colocar as mãos sobre os estabelecimentos de Vergiate, logo transformados em hangares para manutenção dos aviões norte-americanos.
Outros elementos ainda me forçaram a levar as investigações nessa direção.
Dano causado por raio – Esta dito que nos últimos tempos diversas teorias sobre os arquivos fascistas foram vinculadas em inúmeras publicações, falando em parte da queda, ainda que nos documentos comentasse de um pouso do disco voador em 1933. Aventava-se a hipótese de dano causado por um raio claramente inspirado nos fatos ocorridos em Roswell. Desde o inicio de minhas pesquisas, era suficiente controlar o boletim meteorológico do Observatório de Brera, em Milão, para excluir a priori a hipótese de que naquele dia o céu estava parcialmente encoberto, eventualmente chuvoso. Não havia sinais de temporais. Mas mesmo por esse motivo, saltava aos olhos, como uma mentira mal orquestrada, a noticia de que um misterioso bólido de luz precipitado naquela noite, sobre a pequena estrada que ligava Magenta e Novara, fosse apenas um simples e banal relâmpago. A única publicação que se arriscava a relatar a noticia com um certo atraso – era o jornal Domenica de Corriere, do dia 9 de Julho daquele ano.
Referia-se superficialmente a cinco operários um dos quais feridos gravemente, vitimado por um relâmpago. Não podia ignorara a conexão com o documento RS-33, que impunha sempre uma explicação astronômica a esses fatos. Jamais escrevi antes dessa descoberta, porque eu precisava ter segurança disto[No fundo, nos dias imediatamente precedentes ou sucessivos ao pouso do UFO Hviam sido divulgadas diversas explicações muito convencionais sobre quedas de raios].
Somente há alguns meses pude finalmente ter provas definitivas que eu procurava. Um amigo militar forneceu um mapa da aeronáutica norte-americana que indicava o deslocamento tático dos principais aeroportos italianos nos anos 40. No norte da Itali, a maior concentração era mesmo em torno do território milanês. Era evidente que qualquer engenho que tivesse sido recuperado na região seria ocultado no hangar aeronáutico de confiança mais próximo. Vergiate estava ligada diretamente ao Gabinete RS-33 e não só isso. Graças a uma preciosa colaboração descobri que nos escritórios administrativos de Sesto Calende trabalhava um funcionário chamado Aldo Moretti.
Lembram-se do misterioso caso Morreti, do qual os documentos fascistas diziam que não se podia comentara não ser em particular, dada a delicadeza e a particularidade do ocorrido? Moretti era citado em duas cartas Stefani endereçada a um misterioso Alfredo – imagino que pudesse tratar-se de um dos jornalistas da Anno XIII.”Se me pede um conselho, ei-lo:não digo a ninguém, repito, a ninguém, e isso inclui ao parentes mais próximos, sobre que você viu” aconselhava a carta. Havia também outro Moretti entre os funcionários da Siai Marchetti. Seu nome foi indicado em um boletim satírico editado pela mesma companhia, chamado Zic, referido como “funcionário da D.O”, provavelmente da Direção Operativa. Mas que esse mesmo Moretti devia manter no mais absoluto sigilo? Havia incendiado o hangar que mantinha o disco voador, ou o que restava dele!
Nos arquivos republicanos, o solerte e fiel funcionário era dado como um perigoso guerrilheiro.
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Os papeis que se referiam a ele, eram, no entanto, muito vagos, quase como se preocupassem cancelar sua identidade para sempre da mesma forma que aconselhavam as cartas emitidas na Stefani. Lapidar era a citação nos documentos da Guarda Nacional Republicana de Sesto Calende, sobre alguns elementos que entraram na clandestinidade, como um certo Morretti e Tiferi, de Sesto Calende. A conversão de Moretti deve ter ocorrido após 1940. Até 06 de setembro daquele ano, Aldo Moretti era ainda um estimado dirigente do regime. Precia estar ligado ao fato de que no mesmo período do Gabinete RS-33 terminasse as investigações sobre UFOs e passasse toda a documentação aos nazistas. Três anos depois, Moretti decidiu-se rebelar-se. O incêndio dos galpões da Siai Marchetti, na cidade de Vergiate é datado como sendo de 17 de março de 1943, mas os danos causados pelo mesmo nós nunca saberemos.
Não é dito, também, na papelada deixada pelo Gabinete RS-3, quanta documentação e materiais fora deixada para as ávidas mãos dos nazistas após 1940.
Não podemos mais estabelecer-se em Vergiate, na época do incêndio, estivesse ainda um disco, ou simples fragmentos do UFO, ou menos do que isto, singelos papéis, fotografias secretas e esboços da aeronave. Provavelmente, esse material foi destruído para sempre, ainda que sempre exista uma esperança que possa haver cópias dos arquivos. Um de nossos colaboradores lembrou de uma mostra de desenhos do pós guerr, realizados antes de 1947, por doentes mentais da Itália. Entre tantos esboços bizarros, alguns deixavam claro tratar-se de discos voadores, desenhados por um “louco’ antes de começar a falar sobre UFOs. Seria o misterioso personagem criador dos desenhos, o mesmo citado nos papeis fascistas como o “caso análogo concluído com recuperação em manicômio?”
Identificar a região de Sesto e Vergiate os locais do primeiro acobertamento ufológico da idade contemporânea nos força a refletir. Em primeiro lugar, Sesto Calende encontra-se na região de Ticino. Nossos leitores na Itália bem sabem que há tempos imemoriais o “triângulo” que vai de Ticino, na região de Pavia até Novara abrangendo a ponta de Varese, é compreendido como uma região de intensa atividade ufológica. O dossiê relativo a questão é muito volumoso. Seria apenas mais um caso ou os fatos estariam ligados aos eventos ocorridos em 13 de junho de 1933? Uma teoria análoga foi proposta também pelo Projeto Hessdalen, na Noruega, onde fluía intensa ação ufológica nos anos 80. Segundo os estudiosos do projeto, 85% dos UFOs eram luzes avistadas em céu escuro e o restante eram objetos aéreos vistos em céu aberto.
Aviões militares – Mesmo naquela ocasião as repetidas e continuadas aparições ufológicas foram explicadas por alguns como um incidente alienígena. Estamos nos campos da suposição. Sabemos, porém, que nos dias sucessivos a recuperação da vida dos funcionários das localidades envolvidas foi inesperadamente perturbada. Os dirigentes da empresa Macchi, de Varese, outra sociedade empenhada em construir aviões militares, juntamente com a Marchetti, foram substituídos pelo engenheiro Paolo Foresio, então fiel ao regime da época. Em Milão, o comandante da policia Pietro Bruno era removido e substituído pelo comandante de Trieste, Gaetano Laino. No dia 26 do mesmo mês, na presença do excelentíssimo prefeito, oficial Fornaciari, o secretário federal do fascismo, cônsul Erminio Brusa, que evidentemente sabia demais, era transferido e substituído pelo novo secretário federal Rimo Parenti. E não só. Provavelmente a milícia fascista havia rastreado toda a região incriminada “. De outra maneira não poderia ser explicada a inesperada mobilização dos “fidelíssimos” das cidades de Cuggiono, Como e Briansa. Procuravam algo? Ou escondiam algo?
Mesmo lá, a lavagem cerebral era continua, desde as páginas da revista Eva á catolicíssima Alba- que em 16 de julho de 1933 dedicava suas capas as asas italianas – e a revista Lei, que apresentou um trecho sobre as aviadoras. O regime temia a perda de autoridade tanto é que Mussolini em pessoa teve de rebater na primeira página do fidelíssimo quotidiano da época La Será, poucos dias após a aterrissagem, que o Estado Fascista não era somente um guardião noturno que se preocupava  da segurança pessoal dos cidadãos”. Assim, logo naquelas primeiras horas da manhã a polícia secreta fascista havia trabalhada de guardiã noturna, não para a segurança dos cidadão, mas sim, pela salvaguarda de suas próprias instituições. Infelizmente fizeram seu trabalho bem feito. A caça aos documentos é uma tarefa desesperada. Em primeiro lugar, essa pesquisa é uma luta contra o tempo. As poucas testemunhas que se lembram de algo estão se calando lentamente [recentemente faleceu de câncer no pâncreas, o soldado italiano que colaborou com os serviços secretos ingleses no estudo das fotos dos Foo-Fighters]. Ainda mais dramática é a pesquisa dos memoriais dos membros do Gabinete RS-33. Não é sabido se Mussolini tenha alguma vez falado da comissão ufológica aos seus mais estreitos colaboradores ou as pessoas que estiveram ao seu lado nos seus últimos instantes de vida. Durante 60 anos foi pároco de Madalena cidade de Cagliari, responsável por recolher as últimas confissões de Duce e do qual teria recebido em custódia misteriosos diários de cuja existência continuou negando.
Segredo de Mussolini -  Faleceu na cidade de Bréscia, em 1996, o ultimo partigiano[nome dado ao seguidor de um partido ou partidário, ou mais especificamente, um guerrilheiro que opera dentro das linhas inimigas] que poderia saber alguma coisa, o professor Aldo Gambá, da cidade de Gargnano que após a libertação foi responsável pela policia militar no norte da Itália. Os jornalistas chegaram a Gargnano, vindos de todo o mundo para entrevista-lo sobre as caixas pretas de Mussolini procurou manter a salvo antes de seu fuzilamento. E Gamba respondia: “Não direi nada a ninguém sobre o conteúdo e finalidade daquelas caixas” No entanto quando estava com seus amigos, tocava frequentemente no assunto. Em 29 de abril de 1945 dizia, na qualidade de chefe de policia militar, que fez”com que uma das caixa, contendo o arquivo secreto de Mussolini, fosse seqüestrada e consignada regularmente as autoridades do nascente Estado Republicano”. Talvez graças a isso foi possível descobrir que a Republica Social Italiana possuía um certo Gabinete RS. Existiam ainda outras quatro caixas contendo as escrituras da secretária de Mussolini – confessava Gambá-, duas foram afundadas no lago da Garda. Pra obter uma segura e imediata imersão, foram amarradas a grandes e pesadas pedras. As outras duas, em 18 de abril, em Garganamoforam carregadas sobre um pequeno caminhão com outro material da secretária. No mesmo dia durante a tarde, Mussolini também deixou a cidade de Gargnamo.  

Serviço secreto- As duas caixas foram abandonadas na prefeitura de Milão, onde se desenrolou o ultimo e breve Conselho dos Ministros. Em 29 de abril de, consegui com que uma dessas caixas fosse recuperada. A segunda havia desaparecido. Um lapso. Para o historiador Frederico Pelizzari é necessário levar em consideração que na tarde em 26 de abril o Comitê de Libertação Nacional havia ocupado a prefeitura milanesa, onde no dia 27 havia se instalado Riccardo Lombardi, prefeito da libertação. Com ele, chegaram os patriotas improvisados e guardas de finanças que teriam encontrado as ccaixas já abertas. Os atuais envelopes do Gabinete RS-33 terminaram nas mãos de um partigiano? “Abandonados no local, foram encontrados documentos de Mussolini dos anos 1921,1925,1927,1936, e 1940. Da outra caixa no entanto nem sombra. Aldo Gamba supunha que o material tivesse terminado nas mãos dos serviços secretos norte-americanos ou soviéticos”, afirma Pleizzari.
É, talvez posa ter sido casualidade que após a guerra tanto norte-americanos como soviéticos começaram a construir aeronaves discóides, como AVRO norte americano e o Galonska russo.”

quinta-feira, 26 de março de 2015

Bases Alienígenas



2010 - De acordo com informações estas bases seriam um laboratório militar onde americanos e aliens estariam realizando horrendas experiências com humanos e animais. Esta base teria um enorme sistema de túneis que se comunicaria com outras instalações alienígenas e com um sistema de metrô de tubos e principalmente com Los Alamos. Sua construção se inicia em 1947 (Roswell, não lhe lembra nada ?) e em 1983 ainda se realizavam obras no complexo. De acordo com diversas fontes a multinacional Bechtel (BECK-tul) constuiu Dulce para o chamado governo secreto e a CIA. Muitos agentes do governo de peso dos EUA, estão nos quadros da Bechtel. Dulce ainda possui cerca de 100 saídas secretas perto de Archuleta e do próprio lago da localidade.
Toda a base foi cavada na pedra (tecnologia alienígena foi empregada) e os elevadores, portas e outras entradas são controladas magneticamente. Perto de Dulce várias mutilações de gado, abduções e implantes em humanos foram registrados, contudo no meio da década de 80 estas ococrrências diminuíram sensivelmente. O símbolo de Dulce é um triangulo negro com o fundo em vermelho com a letra tau grega invertida. Área 51 Groom Lake Valley perto de Las Vegas é um dos maiores complexos de experiências alienígenas e do governo secreto americano. Ali saíram as principais tecnologias aplicadas em uso militar e civil nos EUA, fruto da colaboração entre o governo americano e os extraterrestres. Na área 51 foi palco também do primeiro conflito entre homens e ets, que resultou na morte de dezenas de humanos e extraterrestres e abriu um hiato de quase 5 anos nas experiências.
A área 51 foi criada depois da queda de Roswell na década de 50 lançou diversos projetos secretos de aviões (U2, Blackbird, B2) e o famoso projeto Aurora que criou o primeiro disco voador terrestre. Na Área 51 ainda existem ets trabalhando para o governo dos EUA e alguns capturados e devidamente interrogados. Bob Lazar um engenheiro que trabalhou na Área 51 no projeto de discos voadores, trouxe ao mundo uma história fantástica e ao mesmo tempo assustadora sobr eo que acontecia por lá. Lazar trabalhou no chamado modelo esportivo de UFO, construído a partir de tecnologia alienígena. Esta base estaria ligada com outras nos EUA. Victor - Um Alien torturado e Interrogado na Área 51 Projeto Manta - Um UFO terrestre vindo da Área 51 ? Por todo os EUA existem bases espalhadas que se comunicam pelos túneis e trocam informações entre si. No resto do mundo existem outras bases, inclusive no Brasil no Paraná em Ponta Grossa e em Santa Catarina, áreas de ampla atividade subterrânea alienígena. O Propósito das Bases As bases alienígenas servem como ponto de apoio e para a realização de pesquisas biológicas.

Extratos de ma carta escrita por Winston Serafian e a resposta de George Andrew, publicados na Revista “Contact ÓVNI”, 18, de abril/maio/junho de 1990, cuja tradução inserimos no final deste livro com o beneplácito de seus autores. “Concordo plenamente que nós não deveríamos fazer acordos ou tratados com o primeiro grupo de alienígenas que surge,mas parece que os governos inglês e norte-americano já fizeram isto, na esperança de obter novos conhecimentos, avanços científicos e tecnológicos...
A sociedade humana esta infiltrada... Os reticulianos não compreendem a maior parte das emoções humanas malgrado tenham alcançado um alto grau de intelectualidade, mas não de espiritualidade. E mais ainda: sua Missão, ao que parece, é de, por meio de observações diretas dos “participantes humanos” por meio de experimentos genéticos e psicológicos, aplicados nas “cobaias humanas”. De qualquer modo, a população humana, logo, logo, será reduzida pelo ressurgimento catastrófico das pandemias, pela poluição e destruição da atmosfera e pelas alterações geofísicas... sim de fato, como aconteceu com certas ditaduras e radicalismos da recente história humana, os reticulianos estão dispostos a implantar suas metas eugênicas a qualquer custo.
Apoiados em sua capacidade de projetar ondas mentais e de influenciar o comportamento humano, em resumo, um reticuliano age se fizesse parte de um espírito coletivo ou de uma consciência coletiva. Possivelmente na sociedade reticuliana todos os cérebros individuais se fundem num mesmo único supercerebro. Os reticulianos estão padecendo de uma enfermidade genética e precisam de nosso “DNA”. Como espécie já viveram muito mais que os humanos, em milhões de anos. Atualmente devem ter chegado ao fim da evolução deles e fisicamente estão regredindo a condição infantil...”
“(Resposta de George Andrew): Estou completamente de acordo com o fato de que eles tenham esgotado seu “DNA” [ou acido desoxirribonucléico, matéria básica do gene e da célula e transmissor da hereditariedade das espécies] a espécie deles esta em via de extinção. Esta você a par que o supercerebro de que você se referiu é como se fosse o próprio cérebro da Aranha Rainha do Espaço, adorada neste mundo unicamente em cultos proibidos como o ramo Obeha Vodu, ou como ocultam certos discípulos de Aleister Crowley? Sem qualquer duvida é um supercerebro.
O LIVRO “A GRANDE CONSPIRAÇÃO UNIVERSAL”
No Congresso Brasileiro de Ufologia de Curitiba, o ex-coronel Wendelle Stevens tomou defesa dos seres que se dizem oriundos de Zeta Reticuli. W.Stevens alegou que:
1) Os verdadeiros visitantes de Zeta Reticuli que contactaram com Bill Herrmann(e que trazem no peito uma pequena insígnia de uma serpente alada) não são culpados pelas experiências genéticas que outros estrangeiros teriam levado a cabo.
2) Os verdadeiros visitantes de Zeta Reticuli que contactaram com Bill Hermann foram acusados de praticarem experimentos terríveis com seres humanos e animais, quando na verdade, para W.Stevens, eles nunca teriam feito isso.
3) O verdadeiros visitantes de Zeta Reticuli, sistema solar que teria sido semelhante ao nosso Sol, portanto, também teria planetas iguais e habitados.
4) Os verdadeiros visitantes de Zeta Reticuli segundo o Cel. Wendelle, diferem bastante entre si, tanto física, como mentalmente. Lembram apenas seres humanos de baixa estatura. Não são robôs que se igualam entre si, como parecem os outros. Como se sabe os vários alienígenas que já visitaram a humanidade, se valem de tecnologias diferentes.
5) Pouco a pouco as pesquisas genéticas, contudo, foram tomando lugar. Elas atualmente, fundamentam-se em diretrizes emanadas pelo Centro de Bionergia Mundial, com base em Los Alamos. Em todas essas tenebrosas pesquisas COLABORAM CIDADÃOS, AMERICANOS, RUSSOS E SUECOS(e que fazem parte do grupo TRILATERAL. Humanos e alienígenas aí sabem implantar ovos, previamente manipulados,em fêmeas humanas, ovos retirados de matrizes. Depois de três meses, eles retiram o útero humano e suscitam o crescimento acelerado do feto.
6) A base subterrânea de Dulce contém cavernas naturais e outras artificiais ligadas entre si por túneis.
7) Para ser feita, tam base precisou de perfuradores especiais, movidos a energia nuclear, que desprendiam as rochas das paredes e as reduziam a pasta magma. Deslocam-se por cabos magnéticos inseridos nas paredes laterais dos poços. Sim quase toda a tecnologia aí presente utiliza o magnetismo.
8) O então Secretario da Defesa, James Forrestal, começou a se opor a essa política de acobertamento ou essa mania de transformar tudo em segredo, quando porém resolve falar aos lideres do próprio partido e aos membros da oposição e inclusive aos lideres do Comgresso sobre o problema dos alienígenas, Harry Salomon Truman pediu que ele se demitisse. Forrestal exprimiu suas preocupações e com todo o direito suspeitava que estava sendo vigiado. E estava mesmo. Mas isso, por aqueles que ignoravam totalmente os fatos ligados a Ufologia, foi interpretado como paranóia.
9) Posteriormente espalharam que o Almirante Forrestal tinha sofrido de uma grave depressão nervosa, e teve que ser internado no Hospital Naval de Bethsda. De fato, temeu-se que Forrestal começasse a falar de novo e teve que ser isolado de depois lançado em descrédito público. [o segredo dos óvnis – antigo e moderno – deveria ser mantido a todo custo] Bem cedo na manhã de 22 de maio de 1949, agentes da CIA amarraram um lençol ao redor do pescoço do Almirante e ligaram a outra extremidade a um termostato de parede que estava em seu quarto, e precipitaram o almirante pela janela. Forrestal tornou-se mais uma vitima da conspiração do silencio.
10) Difícil é descrever todo o império financeiro que a CIA, a NSA, Conselho de Relações Exteriores [CFR, Sociedade Jason, Comissão Trailateral etc.] controlam, império que peneira e encaminha o dinheiro provindo da venda de drogas e de outras especulações ao redor[bens e propriedades] da comunidade de comunicação[ou espionagem] Posso, contudo contar um pouco do que sei.O montante de dinheiro vai além de tudo que se possa imaginar e esta muito bem escondido numa vasta rede de bancos e companhias seguradoras. Para saber algo, primeiramente se deveria começar a vasculhar, digamos um J. Henry Schroder Banking Coporation, o Schroder Gerbruder and Company (Alemanha) O Castle Banke suas companhias seguradoras,o Asian Development Bank e finalmente o Nugan Bank, Bancoa óctuplos e suas companhias seguradoras.

11) Os habituais despistamentos do MJ-12 que formulou um plano com finalidade de eliminar todos aqueles que se aproximassem demais da verdade. Este plano veio a ser conhecido como Majestic- 12 A palavra Majestic –12 tornou-se mais notória que o Majority, graças as informações manipuladas que os pesquisadores W.B. Moore, Jamie Shandera e Stanton T. Friedman liberaram e que se relacionavam como sumário pretensamente genuíno. Esses pesquisadores sempre foram considerados nos EUA profundos entendedores da Ufologia Política e por isso respeitados. O documento deles, contudo era uma fraude legítima. A divulgação de tal informação só servia para arrancar a comunidade de pesquisadores fora do trilho correto. Como já haviam outros estudiosos investigando fatos mais próximos da verdade, os agentes do MJ-12 fizeram então que o trio plantasse desinformações como revelações fantásticas parta logo depois descobrirem que eram falsas. Se alguém dúvida da habilidade de despistar do governo secreto, e bom que pense melhor primeiro.
12)
A BASE SUBTERRÂNEA NO TERRITÓRIO FRANCÊS
A FAMILIA ALEMÃ KRUPP
O denominador comum seria a família alemã Krupp que construiu fábricas de munições para Adolph Hitler e não só mantem controle majoritário sobre a ITT mas também ajudou a financiar os projetos Montauk sobre tempo-espaço-controle da mente, para a Sociedade de Thule da Bavária, que estão tendo continuidade dentro da M.A.L.T.A. ou instalações da Montauk-Alsace-Lorraine-Time-Archives dentro dos Montes Alsace-Lorraine próximos à fronteira entre França e Alemanha. Essa região da Alsace-Lorraine foi tomada da França na guerra Franco-Prussiana no século passado depois devolvida à França pelos Aliados no final da Segunda Grande Guerra. A base MALTA pode se localizar sob território alemão próximo à fronteira, no entanto acontece de estar em solo francês, e isso pode ser por estar essa base situada em uma das instalações subterrâneas construidas pelos nazistas antes ou imediatamente após a Segunda Grande Guerra, instalações que os franceses não descobriram após retornar à região depois da guerra. Com relação ao centro da ITT em New Jersey, também se diz que tem uma conexão com a rede nacional-internacional Sub-Global, conforme declara Al Bielek.
CONTRATOS COM ALIENÍGENAS
Queridos amigos e pesquisadores, o texto que voces irao ler aqui, se baseiam em dados reais que estao ligados a toda a estrutura atual do Sinistro Governo Secreto e de outras organizaçoes que sustentam o controle da humanidade e os contratos com os Anjos Caidos. Espero que voces possam fazer uma linha de paralelismo com outros estudos e encaixas os eventos desde 1930 quando a maior parte das cosias deram um pulso enorme graças a visao de NICOLAS TESLA.
O assassinato deliberado de crianças americanas na pesquisa de controle mental e experiências projetos governamentais com túnel do tempo e procedimentos operacionais, como Nicola Tesla e Von Neumann contribuíram para estes projetos, "a cláusula do mártir", controle mental por assinaturas individuais, os Psi-Corps, comércio de almas dos aliens, Montauk e os aliens do sistema de Antares, a tecnologia da clonagem e o desenvolvimento de humanos sintéticos com programas de substituição política, a situação do Oriente Médio, a consciência do Congresso
natureza e propósitos do grupo de Orion, a transmutação da raça humana para a quarta densidade, A última destas bases fechou em 12 de agosto de 1983. A base de Montauk, onde todas as outras bases retiravam a referência de "tempo zero", fechou e outras duas bases remanescentes fecharam com ela.
Quais são alguns destes efeitos mentais?
Do que posso recordar do programa, durante o tempo do qual tomei parte, fui submetido ao campo de controle mental somente muito mais tarde de ter sido admitido no programa [porque inicialmente eles me quiseram por causa das minhas HABILIDADES SENSITIVAS]. De início fui designado para a doutrinação de jovens recrutas. A primeira doutrinação mostrou-se um desastre. Eu disse a eles que nada tinha a ver com o programa e eles me colocaram em frente deste raio mental e isto me lesou. Finalmente alguém disse: "desligue isto". Outros foram afetados muito mais seriamente que eu. Os efeitos geralmente eram muito ruins. Podiam até mesmo queimar cérebros. E então, ELES IRIAM PEGAR CRIANÇAS ENTRE 12 E 16 ANOS NAS RUAS... ,
Isto é para onde foram muitas das crianças desaparecidas da América?
Estimamos que eles pegaram 10 mil crianças americanas nas ruas e as levaram para Montauk, New Jersey. O número total de pessoas retiradas das ruas e levadas às 25 estações é por volta de 250.000. Não sei as respostas. O que realmente aconteceu neste programa em termos de todas estas crianças, ainda é um mistério.
MILITARES OPERANDO JUNTO COM ALIENS
Em vários casos de abduções onde as vitimas foram submetidas a experimentação médica foram vistos militares fazendo a segurança de instalações governamentais, além de médicos e cientistas humanos interagindo com entidades alienígenas, alguns abduzidos alegam que também foram raptados por militares e por funcionários de agências de inteligência, e levados para hospitais e bases militares secretas no solo ou subsolo, os abduzidos analisados pelo projeto Milab descrevem elevadores, corredores salas médicas, geradores, nos locais para onde foram conduzidos, se todas as abduções fossem realmente um disfarce para experiências genéticas como foi de fato o projeto LEBENSBORN dos nazistas por exemplo, porque existiriam vitimas dessa técnica que receberam implantes eletrônicos, certamente não é um disfarce, porque os militares fariam exames ginecológicos em mulheres raptadas por alienígenas, laboratórios militares secretos são usados para experiências com abduzidos esta é a verdade.
RAÇA HUMANA NÃO MAIS PODERÁ PROCRIAR?
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Os humanóides isto é, os que aqui realizam essas estranhas e inexplicáveis experiências genéticas tendo as nossas mulheres como cobaias, e em complemento outras aberrações de natureza semelhante, NUNCA revelam esse pormenor quando se referem à natureza dessas verdadeiras “misturas genéticas” que produzem, ficando invariavelmente em poder das crianças geradas, sempre dizendo que ‘ESTAMOS BUSCANDO AQUILO QUE NOS PERTENCE”. Ora, se fazem isso, conforme afirmam, para que “a semente do homem não se perca” e que as suas mulheres se tornaram estéreis após um “acidente” que não detalham especificamente qual. os peritos constataram que as criaturas supostamente alienígenas até que se assemelhavam aos lagartos terrestres. Suas peles, bem como a ausência de órgãos reprodutores externos e a simultânea falta de aparelhos digestivos e excretores, sugeriam que essa raça SOFRERA INVOLUÇÃO FÍSICA DEVIDO A UM ACIDENTE NUCLEAR DE ALTA INTENSIDADE!
Aliás, eles mesmos mencionam que “vêm de um mundo em ruínas e que dentro de um período de tempo qualquer será impossível viver lá”. Recordemos ainda que mencionam o fato de que brevemente AS NOSSAS MULHERES TAMBÉM SE TORNARÃO ESTÉREIS E A RAÇA HUMANA NÃO MAIS PODERÁ PROCRIAR! Falam também que a nossa humanidade passará brevemente pelo “grande portal” (esotericamente sinônimo de morte!) e por isso estariam aqui tentando nos “ajudar”. Muito estranho mesmo!
Essas criaturas são dotadas de olhos inteiramente negros, dilatados e oblíquos. Isso sugere de pronto que vivem em um mundo escuro e responsável por certos fatores involutivos que forçaram uma drástica alteração genética, originadora ainda da atrofia dos seus tipos físicos. Enfim, a degradação das suas morfologias internas externas.
apresentavam ainda uma outra notável característica: provavelmente devido a uma intensa exposição à radioatividade ao longo do seu caminhar evolutivo (ou involutivo) suas peles e os músculos eram extremamente rígidos, difíceis de serem dissecados mesmo com as mais potentes máquinas cirúrgicas de corte.... O que quer que tenha acontecido no mundo de onde essas criaturas se originam foi efetivamente tão terrível que atrofiou os seus habitantes, fazendo com que perdessem todos os pelos do corpo; aumentando suas cabeças de maneira desproporcional; forçando-os à telepatia para se comunicarem; tornado-os semelhantes a vegetais, ou ainda insetos (talvez devido á necessidade de se abrigarem da radiação em profundas cavernas) e, que é pior de tudo, TRANSFORMANDO-OS EM QUASE
CANIBAIS -literalmente dependentes dos hormônios, enzimas e secreções de outras espécies de vidas as quais sacrificam para se alimentarem!
Ora, se elas BUSCAM AQUILO QUE LHES PERTENCE e dizem ainda que “conseguiram sobreviver no seu mundo graças à sua engenharia genética e à sua alta tecnologia”, “se trata de uma questão de sobrevivência”, além de o mundo deles estar em fase de próxima extinção, logicamente reuniriam o útil ao agradável.....
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Primeiramente alguns deles se alimentando de nós. Depois fazendo-nos de cobaias para, conforme também dizem (prestemos bastante atenção neste pormenor)), realmente recuperarem as suas formas originais e então -desprezando totalmente qualquer espécie de ética ou filosofia (lembremos que igualmente afirmam serem desprovidos de sentimentos!) -como ponto culminante daOPERAÇÃO-ENGANO, voltando em massa um dia qualquer já devidamente adaptados para um mundo que de certa forma LHES PERTENCE e possa servir de morada.
Brasil no Paraná em Ponta Grossa e em Santa Catarina Por todo os EUA existem bases espalhadas que se comunicam pelos túneis e trocam informações entre si. No resto do mundo existem outras bases, inclusive no Brasil no Paraná em Ponta Grossa e em Santa Catarina, áreas de ampla atividade subterrânea alienígena. O Propósito das Bases As bases alienígenas servem como ponto de apoio e para a realização de pesquisas biológicas. Normalmente as equipes de trabalho são formadas por aliens e humanos, que executam diversas atividades. Muitos experimentos macabros, inclusive de miscigenação de embriões humanos com aliens são realizadas nas bases. Desconfia-se que uma nova raça de híbridos esteja surgindo em decorrência disto. Os nazistas antes de saírem de nossa dimensão montaram uma base perto do pólo norte, mas foram destruídos na décade de 50 pelos primeiros Greys juntamente com os americanos. Desconfia-se contudo que eles opeream uma base subterranea interdimensional localizada no meio da África. Hoje muitas bases estão muito discretas em suas operações, pois acredita-se que as mesmas estejams e preparando para algum tipo de conflito com os intraterrenos e os nazistas. As bases estão a nossa volta cabe observarmos bem que os fatos de suas presenças virão a tona. Por mais fantástico que seja elas existem e em breve mostrarão todo o seu poder !
As bases subterrâneas Dulce, Novo México A base alienígena mais famosa e controversa. De acordo com informações esta bases seia um laboratório militar onde americanos e aliens estariam realizando horrendas experiências com humanos e animais. Esta base teria um enorme sistema de túneis que se comunicaria com outras instalações alienígenas e com um sistema de metrô de tubos e principalmente com Los Alamos. Sua construção se inicia em 1947 (Roswell, não lhe lembra nada ?) e em 1983 ainda se realizavam obras no complexo. De acordo com diversas fontes a multinacional Bechtel (BECK-tul) constuiu Dulce para o chamado governo secreto e a CIA. Muitos agentes do governo de peso dos EUA, estão nos quadros da Bechtel. Dulce ainda possui cerca de 100 saídas secretas perto de Archuleta e do próprio lago da localidade.
Toda a base foi cavada na pedra (tecnologia alienígena foi empregada) e os elevadores, portas e outras entradas são controladas magneticamente. Perto de Dulce várias mutilações d egado, abduções e implantes em humanos foram registrados, contudo no meio da década de 80 estas ococrrências diminuíram sensivelmente. O símbolo de Dulce é um triangulo negro com o fundo em vermelho com a letra tau grega invertida. Área 51 Groom Lake Valley perto de Las Vegas é um dos maiores complexos de experiências alienígenas e do governo secreto americano. Ali saíram as principais tecnologias aplicadas em uso militar e civil nos EUA, fruto da colaboração entre o governo americano e os extraterrestres.
Na área 51 foi palco também do primeiro conflito entre homens e ets, que resultou na morte de dezenas de humanos e extraterrestres e abriu um hiato de quase 5 anos nas experiências. A área 51 foi criada depois da queda de Roswell na década de 50 lançou diversos projetos secretos de aviões (U2, Blackbird, B2) e o famoso projeto Aurora que criou o primeiro disco voador terrestre. Na Área 51 ainda existem ets trabalhando para o governo dos EUA e alguns capturados e devidamente interrogados. Bob Lazar um engenheiro que trabalhou na Área 51 no projeto de discos voadores, trouxe ao mundo uma história fantástica e ao mesmo tempo assustadora sobr eo que acontecia por lá. Lazar trabalhou no chamado modelo esportivo de UFO, construído a partir de tecnologia alienígena. Esta base estaria ligada com outras nos EUA. Victor - Um Alien torturado e Interrogado na Área 51 Projeto Manta - Um UFO terrestre vindo da Área 51 ? Por todo os EUA existem bases espalhadas que se comunicam pelos túneis e trocam informações entre si.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A fantástica ciência do Antigo Egito



Foto: internet.
Conheça a história das maravilhas que o Antigo Egito deixou para o mundo e saiba por que o povo do Nilo era tão criativo.
A herança deixada pelos faraós à humanidade vai muito além de pirâmides e sarcófagos dourados. Eles também nos legaram invenções sofisticadas e costumes curiosos que atravessaram os séculos e continuam vivos. Conheça todas as contribuições do povo do Nilo e descubra por que eles foram tão criativos, avançados e misteriosos
Na sala, pai e filho estão entretidos com jogos de tabuleiro e bebem cerveja em um final de tarde de domingo. A perna engessada de um deles não permitiu que fossem a uma cervejaria. No quintal, as crianças se divertem brincando de amarelinha e entre os cães de estimação que correm derredor. Em um dos quartos, duas adolescentes experimentam novos cosméticos e cremes hidratantes, enquanto conversam sobre métodos contraceptivos e o teste de gravidez que a mais velha fará no dia seguinte. No quarto principal, uma mulher divide seus pensamentos entre a contabilidade de sua padaria e o divórcio prestes a se concretizar. Para amenizar a dor de cabeça, ela toma um remédio à base de ácido acetilsalicílico, o princípio ativo da aspirina.
Se alguém perguntasse onde e quando essa cena aconteceu, a resposta poderia muito bem ser o Brasil ou os Estados Unidos há muito pouco tempo. Mas, por mais incrível que possa parecer, se alguém respondesse que a situação deu-se no Egito no tempo dos faraós, estaria absolutamente certo. A chance de momentos como esses terem ocorrido durante o reinado de Tutancâmon ou Ramsés é praticamente tão grande quando no Ocidente do século 20.
Escondidos sob a mística de pirâmides e maldições de múmias, os avanços científicos e culturais dos povos do Antigo Egito costumam surpreender mesmo a quem se considera iniciado no assunto. Diversas descobertas atribuídas a europeus pós-Renascimento fizeram parte do cotidiano daqueles que viveram às margens do Nilo muitos séculos antes de Cristo. O histórico dessa lacuna científica é complexo, rende livros e mais livros. Mas o fato é que muitas coisas que se acredita serem méritos de um passado recente na verdade são muito, mas muito mais antigas que as nossas tataravós.
Da aspirina ao teste de gravidezUma das revelações mais impressionantes ao estudar a herança do Antigo Egito é seu desenvolvimento em medicina e farmacologia. Em O Legado do Antigo Egito, o egiptólogo Warren R. Dawson, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, cita papiros médicos datados de até mais de 40 séculos atrás retratando procedimentos médicos e remédios usados até hoje por profissionais da área de saúde. Substâncias como óleo de rícino, ácido acetilsalicílico, própolis para cicatrização e anestésicos já eram conhecidas. Os documentos descrevem cirurgias delicadas, o engessamento de membros com ossos quebrados e todo o sistema circulatório do corpo humano.
Antonio Brancaglion, historiador do Museu Nacional do Rio de Janeiro e membro da Associação Internacional dos Egiptólogos, conta que o desenvolvimento da medicina foi motivado, principalmente, pela quebra de um mito em relação à violação do corpo humano. "Outras povos da época, como sumérios e assírios, acreditavam que, se o corpo fosse aberto, a alma escaparia. É claro que isso sempre foi um impedimento para experimentos médicos", diz Antonio. Entre os egípcios, no entanto, deu-se justamente o oposto.
A religião dos faraós deu uma senhora ajuda às descobertas médicas. "Eles acreditavam que para alcançar vida eterna a alma de seus mortos precisava de um corpo. Por isso, desenvolveram o que chamamos genericamente de mumificação", afirma. A mumificação, na verdade, é um conjunto de procedimentos químicos e físicos que visava a preservação dos corpos (veja infográfico nas páginas 48 e 49). Esses processos exigiam a retirada cirúrgica de alguns órgãos internos, que eram separados uns dos outros. Em alguns casos, eles eram tratados e recolocados no lugar. Com isso, os egípcios passaram a conhecer o interior do corpo humano de uma forma inédita até então. Localizaram cada órgão e estudaram a relação entre eles. Embora estivessem errados em algumas de suas conclusões - eles acreditavam que o coração comandava nossos pensamentos - eles descobriram várias coisas que podiam ser aplicadas aos vivos.
Um dos melhores exemplos disso é o conhecimento sobre o sistema circulatório. O corpo de Ramsés II (1279 a 1212 a.C.) teve suas veias e artérias retiradas, mumificadas e recolocadas. O hábito de tomar o pulso do paciente como forma de avaliar sua saúde é descrito no papiro Ebers, datado de 1550 a.C. "O batimento cardíaco deve ser medido no pulso ou na garganta", dizia o antigo documento, certamente um dos primeiros livros de medicina do mundo. Essa é outra inovação egípcia. Eles anotavam tudo nos chamados papiros médicos (alguns desses documentos serão citados no decorrer desta reportagem). Segundo Dawson, o conhecimento médico até então considerado era sagrado e geralmente transmitido por tradições orais. Os registros eram raríssimos. No Egito, a intensa documentação sobre os procedimentos médicos permitiu que esse conhecimento fosse passado com maior exatidão - embora não menos sagrado.
O conhecimento da circulação sanguínea é responsável por um costume que persiste até hoje: o uso da aliança de casamento. Para os egípcios, do coração partiam veias que o ligavam diretamente a cada um dos membros. Na mão esquerda, essa veia terminava no dedo anular. Acreditando que o coração era o centro de tudo e que ele está ligeiramente deslocado para o lado esquerdo do peito, os casais passaram a colocar uma fita no dedo anular esquerdo como forma de prender o coração do amado. Com o passar do tempo, essa fita foi substituída por um aro de metal que, dependendo das posses do casal, poderia ser o ouro. Bonito, não?
A mumificacão mudou muito nos mais de 3 mil anos em que foi praticada. Com ela, evoluiu também o conhecimento que tinham do cérebro. As primeiras descrições do processo indicam que o cérebro era retirado pelo nariz e jogado fora junto com o conteúdo dos intestinos dos mortos. Mas, com o tempo, os egípcios passaram a relacionar o funcionamento do órgão com a coordenação motora. Há descrições completas de procedimentos cirúrgicos intracranianos nos papiros do século 15 a.C. No entanto, só recentemente, em 2001, especialistas da Universidade de Chicago, Estados Unidos, que realizaram tomografias em ossadas encontradas em Saqqara, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito, conseguiram demonstrar casos em que os crânios abertos cirurgicamente apresentavam indícios de cicatrização, o que leva a crer que o paciente sobreviveu à operação. E melhor: ele não deve nem ter sentido muita dor.
O uso de anestésicos era prática comum dos médicos da época. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) Mário Curtis Giordani cita em seu livro História da Antiguidade Oriental um processo de adormecimento de partes do corpo feito com a utilização de uma mistura de pó de mármore e vinagre. Antonio Brancaglion destaca os anestésicos à base de opiáceos que eram ingeridos. Esses antecessores da morfina só voltaram a fazer parte dos procedimentos cirúrgicos cerca de três séculos atrás, na Europa. Os egípcios dominavam métodos avançados para amputação de membros e cauterização e davam pontos para fechar incisões. Acredita-se que foram os primeiros a utilizar essa técnica. Os médicos eram especializados como nos dias de hoje. Quem cuidava de fraturas não mexia com problemas de pele. A especialização incluiu o aparecimento dos odontólogos. Os dentistas já usavam brocas, drenavam abscessos e faziam próteses de ouro.
E, para quem pensa que a medicina egípcia era coisa para poucos, aí vai uma nova: os trabalhadores braçais - os mesmos que empurraram pedras monumentais para construir as pirâmides - possuíam uma espécie de plano de saúde. Escavações na Cidade dos Trabalhadores - um conjunto de casas encontrado na planície de Gizé, à sombra da grande pirâmide - revelaram múmias com até 4 500 anos que receberam tratamento médico. "Eram pessoas comuns que se curaram e voltaram ao trabalho", afirma Zahi Hawass, diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. "Alguns corpos apresentavam marcas de fraturas consolidadas, membros amputados e até cirurgias cerebrais."
Outro avanço da medicina egípcia foram os métodos contraceptivos. A egiptóloga Margaret Marchiori Bakos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, diz que a maioria deles consistia na aplicação de emplastros espermicidas na vagina. O papiro Ebers relata que "para permitir à mulher cessar de conceber por um, dois ou três anos: partes iguais de acácia, caroba e tâmaras; moer junto com um henu de mel, um emplastro é molhado nele e colocado em sua carne." Um "henu" equivale a cerca de 450 mililitros. "A acácia continha goma arábica, que com a fermentação e a dissolução em água resulta em ácido lático, ainda hoje utilizado em algumas geléias contraceptivas. O mel, que também aparece no papiro Kahun, pode ter tido alguma eficácia. "Seu efeito tende a diminuir a mobilidade do espermatozóide", diz Margaret.
Quando havia suspeita de gravidez eram feitos testes com a urina. "A mulher urinava em um recipiente em que havia uma variedade de cevada. Se ela germinasse, a gravidez estava confirmada", diz Antonio Brancaglion. Para o especialista, independentemente do percentual de acertos, o mais notável é o conhecimento da relação entre a composição da urina e a gravidez.
Circunavegação da África e controle de cheiasA medicina não foi a única ciência em que os egípcios se desenvolveram. Eles foram engenheiros notáveis em química, construção civil, naval e hidráulica. "Nem sempre é possível afirmar que tenham sido precursores nesta ou naquela descoberta", afirma Antonio, "pois a pesquisa nunca termina. Baseando-se no que se encontrou até hoje, dá para concluir que eles foram os primeiros em diversas tecnologias."
Na navegação, há fortes indícios de que alguns dos louros atribuídos aos fenícios precisam ser divididos com os egípcios. A vela mais antiga de que se tem notícia, por exemplo, é egípcia e foi encontrada dobrada dentro de uma múmia em Tebas, de cerca de 1000 a.C. Os mais antigos modelos de barcos a vela dos fenícios de Tiro e Cartago datam do século 8 a.C. Os egípcios foram os primeiros a projetar barcos pensando previamente no destino que eles teriam. Modelos militares eram diferentes dos cargueiros, que por sua vez não se pareciam com os utilizados para lazer ou cerimônias religiosas. Eles criaram os melhores barcos militares e a frota mais veloz. A chamada nau de Quéops, com 47 metros de comprimento e datada da Quarta Dinastia (2589 a 2566 a.C.), é a mais antiga embarcação desse porte encontrada até hoje. Num barco ainda maior, durante o governo do Necho II (610 a 595 a.C.), eles já haviam realizado a circunavegação da África.
Quem acredita que o primeiro navegador a dobrar o cabo das Tormentas, no sul da África, foi o português Bartolomeu Dias, em 1488, precisa rever seus conceitos.
Os armadores egípcios conheciam as propriedades de expansão da madeira, rigidez e durabilidade. Tais conhecimentos eram vitais na construção de embarcações capazes de sustentar blocos de pedras com mais de 80 toneladas. "O grande mistério da engenharia naval do Antigo Egito não é como os barcos agüentavam tanto peso, mas de que forma as pedras eram colocadas neles. Há diversas suposições, que vão da construção de diques secos até afundamento dos barcos para posterior emersão, no caso de cargas menores", diz Antonio Brancaglion. Até agora não foram encontrados registros sobre como eles colocavam uma rocha de 80 toneladas numa balsa sem que ela adernasse durante a operação. Mas que eles conseguiam, conseguiam.
Um dos feitos mais impressionantes dos engenheiros do Antigo Egito foi a construção de um antecessor do atual Canal de Suez. "Em aproximadamente 2500 a.C. os egípcios construíram uma eficiente passagem ligando o mar Vermelho ao Mediterrâneo, como os europeus vieram a fazer em 1869."
O Nilo, artéria que era a própria vida do Antigo Egito, desde os primeiros povos que se instalaram na região, cerca de 5500 a.C, foi também uma importante fonte de pesquisa e avanços científicos. Os egípcios sabiam da importância do rio como via de transporte e de sua relação com a preservação e manutenção das terras férteis ao longo do vale. As cheias eram vistas como benéficas pelos egípcios e não como uma vingança dos deuses, como na Mesopotâmia. O livro do professor Mário Giordani mostra o uso de instrumentos para medir a variação das cheias (nilômetros), relata os conhecimentos sobre fertilizantes naturais, como esterco, o trabalho das minhocas e a própria lama do Nilo, que era transportada para áreas a princípio estéreis. Foram os primeiros também a utilizar o arado manual.
Por volta de 2300 a.C. eles já aplicavam técnicas de irrigação artificial, por meio de canais com vazão controlada. Criaram um sistema de bombeamento de água chamado shaduf. Consistia em um processo elevatório que levava a água até locais naturalmente não inundados, para aumentar a área produtiva. O shaduf é usado até hoje, principalmente no bombeamento de pequenas quantidades de água ou situações em que o custo da implantação de sistema automático não é compensador. A roda para bombear água movida a tração animal também vem do Egito, no tempo dos romanos, entre 30 a.C. e 395 d.C.
Greves e telhado de vidroNa construção civil, os egípcios foram grandes mestres. Construções como as grandes pirâmides, a esfinge e as estátuas no Vale dos Reis estão entre as estruturas mais belas e requintadas da Antiguidade, mas os exemplos do impressionante uso da pedra, da marcenaria e da fabricação do vidro estão por todo o Egito. E, mais uma vez, o modo de vida e a religião estão diretamente ligados ao desenvolvimento de técnicas de construção. "Os egípcios queriam durar para sempre e isso fazia parte de vários aspectos de sua cultura. Seus templos eram construídos com a expectativa de serem eternos. As paredes de pedra serviam, ainda, como suporte para sua história, seu contato com o passado", diz Antonio Brancaglion.
Os egípcios são considerados precursores do uso de pedras para obras em larga escala. Os primeiros registros datam de quase 5 mil anos atrás. Na Terceira Dinastia, por volta de 2700 a.C., já se cortavam pedras no tamanho e no formato dos tijolos atuais. As construções em rocha e a precisão nos cortes mostram os conhecimentos geológicos avançados dessa civilização. Eles já sabiam que a dureza das rochas variava conforme sua composição mineralógica e que elas tinham pontos frágeis em sua estrutura, por meio dos quais se aplicavam as técnicas de corte. Nas fissuras eram introduzidos instrumentos de madeira, posteriormente molhados. Expandidos, eles forçavam a quebra da rocha no ponto desejado. Os egípcios criaram também os primeiros serrotes de metal. Eram utilizados em rochas menos duras, como o calcário.
Desenvolveram técnicas de polimento com areia e modernas formas de encaixe, tanto da madeira quanto da pedra. "Recortes tipo macho e fêmea vieram daí", afirma Antonio. "O pó que sobrava do corte e polimento das rochas era misturado a cal, gesso e água, formando uma massa usada para tapar buracos ou corrigir irregularidades nas paredes: um antepassado do cimento." Ainda na construção civil, os discípulos dos faraós foram os primeiros a estudar profundamente o solo para a colocação de fundações e a construir sistemas de calhas para escoamento da água da chuva.
A estrutura de dutos e calhas também era montada no campo, para evitar deslizamentos de terra e inundação de áreas férteis pela chuva que escorria das encostas. A primeira barragem pluvial de que se tem notícia data do final da Segunda Dinastia (2750 a.C.). Tinha 10 metros de altura e 1,5 quilômetro de extensão. Cedeu numa tempestade quando estava em fase final de construção. A engenharia egípcia também foi a primeira a utilizar réguas, esquadros e prumos. Eles foram os inventores do vidro moldado, processo ainda presente em alguns setores da fabricação de vidro opaco. A técnica do sopro foi desenvolvida posteriormente na Mesopotâmia. A base da tecnologia da fundição do bronze e de outros metais no mundo todo também veio do Antigo Egito.
Os egípcios eram caprichosos joalheiros e marceneiros. A técnica de solda e montagem de jóias é a mesma dos tempos atuais e, na marcenaria, se destacaram pelos detalhes no entalhamento dos móveis e modernidade dos projetos. Já produziam móveis dobráveis e foram os precursores das camas com estrado. "Os egípcios de classes mais altas foram os primeiros a dormir em camas de madeira com estrado", conta o especialista do Museu Nacional.
Com tanto trabalho por fazer, era natural que as primeiras organizações entre os operadores dessa incrível máquina de construir se formassem por ali. O Antigo Egito foi palco das mais antigas greves de que se tem notícia. O registro mais remoto de uma paralisação desse tipo aconteceu no Novo Império (entre 1570 e 1070 a.C.), durante o reinado de Ramsés III. Os operários da construção de um templo decidiram cruzar os braços por não receber no prazo combinado comida, roupas e maquiagem que usavam para trabalhar. O sacerdote tentou negociar com os grevistas, mas o patrão, ou melhor, o faraó não cumpriu a promessa. Só o fez dois meses depois, quando os operários não apenas cruzaram os braços novamente, mas também ocuparam o templo que estavam construindo.
Se por um lado fizeram greves, por outro criaram técnicas de policiamento utilizadas até hoje, como o uso dos animais na captura de malfeitores. Há registros de policiais fazendo patrulhamento acompanhados por macacos e cenas de babuínos pegando ladrões em mercados.
Azul do céu e das tintas sintéticas"Nem sempre os egípcios foram inventores desta ou daquela tecnologia. Muita coisa feita por outros povos eles aperfeiçoaram", diz Antonio Brancaglion. Seu papel no mundo antigo não era o de produtor de matéria-prima, mas o de transformador de tecnologia e exportador. "Poderia ser comparado aos Estados Unidos de hoje, um grande centro de pesquisa e comércio internacional."
A criação da cerveja, por exemplo, costuma ser atribuída a eles, mas os mesopotâmicos também conheciam o método de fermentação e fabricavam bebida semelhante. "Só que ninguém se aperfeiçoou tanto nos aromas e na variedade de sabores como os egípcios. O que possivelmente tenha sido idéia deles foram as grandes cervejarias, aonde as pessoas iam para beber e conversar já em 1500 a.C. A indústria da panificação também vem dos egípcios, bem como a adição de frutas e temperos aos pães", afirma o professor.
Além de estudiosos da Terra, os egípcios gostavam de desvendar os mistérios do céu. O mapeamento celeste foi feito por egípcios e mesopotâmicos. Aos egípcios coube o reconhecimento das estrelas para contar as horas de noite e a montagem do primeiro calendário solar, com 365 dias em 12 meses. Foram eles também que dividiram o dia em 24 horas, 12 para a noite e 12 para o dia. Identificaram planetas como Vênus e Marte e estrelas como Sirius e Órion e localizaram o norte pelo posicionamento das estrelas.
Os egípcios foram químicos valiosos. Pioneiros na indústria de perfumes e excelentes técnicos na área de cosméticos - a maquiagem tinha uma grande importância para a saúde, pois sua composição protegia a pele dos efeitos do sol -, eles foram os primeiros a fabricar uma tinta sintética. "Os artistas usavam tintas com base mineral em vez de vegetal, como faziam outros povos. O branco vinha do cal, o amarelo do ferro, o preto do carvão e assim por diante. Muita gente pensa que o azul vinha do lápis-lazúli moído, o que não é verdade. Essa rocha gera pó branco e não azul. Para chegar ao azul eles misturavam óxidos de cobre e cobalto com bicarbonatos de sódio e cálcio e fundiam a mais de 700 graus Celsius.
Essa fusão resultava em uma pedra azul que era moída e misturada com um aglutinante natural, como clara de ovo ou goma arábica, e virava uma espécie de guache", diz o estudioso. Os vernizes criados naquela época à base de damar, uma resina vegetal, são utilizados até hoje. Eles conheciam o betume e usavam uma espécie de piche como selante.
Instrumentos como harpa, flauta, trombeta de metal, oboé e dois tipos de alaúdes, o menor com um som parecido ao do violino, também são originários da terra dos faraós, bem como jogos de tabuleiro e brincadeiras infantis como cabra-cega e amarelinha. Com toda essa herança, por mais que as origens de cada um de nós não passe nem perto das etnias do Antigo Egito, essa civilização faz parte dos nossos hábitos e costumes.
Eles queriam ser eternos. Ordenaram todas as suas energias, corações e mentes para isso. Construíram seus templos de pedra, onde gravavam suas memórias nas paredes, mumificavam os mortos para que seus corpos vivessem até a eternidade e, assim, desenvolveram a ciência, a arte e os costumes. Não resta dúvida: eles conseguiram.
As primeiras feministas
Afirmar que as egípcias foram as primeiras feministas da história pode parecer precipitado, já que o assunto dificilmente estaria em pauta naquela época. Mas, queimas de sutiãs à parte, no mundo dos faraós elas tinham poder e direitos de dar inveja a diversas sociedades contemporâneas. Dependendo da classe social, pode-se até concluir que tinham mais direitos e papel bem mais expressivo que muitas mulheres do século 21.
Conquista como o divórcio, que, no Brasil, só aconteceu na década de 1970, era uma prática aceita naquela sociedade, inclusive quando solicitado pela própria mulher, afirma a professora Margaret Bakos. Foram encontrados registros de pedido de divórcio por parte do homem e da mulher no Novo Império (1555 a 1090 a.C.).
Há documentos que mostram as preocupações com a situação dos bens do casal em caso de separação, quando a mulher costumava ficar com a casa e com os filhos. A poligamia não era proibida, mas a responsabilidade financeira que um egípcio tinha com suas mulheres o fazia pensar muito antes de ter mais de uma esposa.
A egiptóloga diz que não havia qualquer referência nos papiros em relação à virgindade ou à restrição do sexo apenas com finalidade de procriação. "Os egípcios não eram tímidos em relação ao sexo, tinham consciência de seus prazeres, mas não costumavam tornar o assunto público. Quanto ao aborto, sabe-se que existia, mas não era prática comum", afirma Margaret. "Há registros de pessoas que foram incriminadas por terem conduzido um aborto que resultou na morte da mulher."
A maioria de suas tarefas era voltada para o lar, mas havia sacerdotisas, agricultoras, escribas e donas de seus próprios negócios (padarias, peixarias) e galgavam com méritos próprios posições hierárquicas. Elas casavam cedo, normalmente próximo da primeira menstruação, mas isso não significa que não fossem sexualmente ativas antes da coabitação, lembra a historiadora. Pelos registros encontrados, o valor do pagamento por seus trabalhos era igual ao dos homens. O homem e a mulher tinham posição de igualdade perante a lei. A mulher podia herdar, deixar heranças, trocar e vender propriedades e escravos.
Conscientes ou não do conceito de feminismo, as devotas da deusa Ísis têm muito a ensinar àqueles que hoje ainda fazem distinção entre os direitos dos seres humanos, qualquer que seja a desculpa adotada.
A ciência da mumificação
Os grandes avanços da medicina praticada pelos povos do Antigo Egito devem-se, principalmente, aos sofisticados processos de mumificação. Por meio deles, conheceu-se detalhadamente todo o sistema circulatório, as vísceras, bem como o funcionamento do coração, que os egípcios acreditavam ser o gerenciador do corpo e das emoções. Com o objetivo de preservar os cadáveres, eles desenvolveram técnicas de embalsamamento e estudaram profundamente métodos de retirada de órgãos. Para tanto, eles estudaram a fundo a anatomia e criaram instrumentos específicos para cada função, tataravôs dos bisturis, agulhas e pinças encontrados nas mãos dos cirurgiões modernos. Os médicos registravam cada avanço em papiros estudados até os dias de hoje.
SALGADOSOs corpos e órgãos eram tratados com nitrão, um sal mineral comum na região, para evitar a decomposição
ATADURAAs faixas de linho que envolviam os mortos eram banhadas em resina e goma
LAVAGEMFígado, estômago e intestinos eram lavados diversas vezes antes de serem envasados
SOBRASResíduos resultantes das incisões para retirada de órgãos durante a mumificação eram jogados no rio
COM AS TRIPAS DE FORAAs vísceras eram cuidadosamente retiradas e colocadas em jarros de barro, chamados canopos. Eles eram guardados nas tumbas próximo aos sarcófagos. As tampas reproduziam imagens sagradas
BOLETIM MÉDICOOs conhecimentos científicos eram registrados por meio de relatos e desenhos em documentos chamados papiros médicos. Tais registros indicavam que os médicos egípcios se dividiam em especialidades. Durante a mumificação os papiros usados não eram os científicos, mas aqueles que continham trechos das orações encontradas no Livro dos Mortos
FACA AFIADAOs métodos mais sofisticados de mumificação previam a retirada das vísceras antes do início do enfaixamento do corpo. A extração acontecia por meio de cortes precisos, feitos por lâminas afiadas que deram origem a alguns instrumentos cirúrgicos contemporâneos, como o bisturi. O cérebro costumava ser extraído pelas narinas. Graças a essas incisões é que os egípcios conheceram o interior do corpo humano
BANHO DE CHEIROAntes de enfaixar os mortos, os egípcios costumavam besuntar o cadáver com óleo perfumado. As faixas de linho engomadas eram colocadas primeiro na cabeça, depois nas mãos - respectivamente na direita e na esquerda - nos pés, primeiro no direito e posteriormente no esquerdo, e só depois na outras partes do corpo. Uma múmia podia ter até 20 camadas de tiras de pano sobrepostas
CACHORRÃOA espiritualidade do ritual era garantida por um sacerdote usando uma máscara do deus Anúbis
Linha do tempo
Períodos Pré-Dinástico e Arcaico - 5500 a 3000 a.C.Unificação do Egito (aprox. 3100 a.C.)
Dinastias 1 e 2
Antigo Império e 1º período intermediário - 3000 a 2061 a.C.Construção das Grandes Pirâmides - Quéfren, Quéops e Miquerinos
Dinastias 3 a 11
Médio Império e 2º período intermediário - 2061 a 1570 a.C.Grande desenvolvimento literário Invasão dos Hicsos
Dinastias 11 a 17
Novo Império e 3º período intermediário - 1570 a 656 a.C.Construção do Vale dos Reis
Reinados de Tutancâmon e Ramsés III
Batalha Naval contra os Povos do Mar (aproximadamente 1100 a.C.)
Dinastias 18 a 25
Períodos Saíta e Baixa Época - 656 a 343 a.C.Dinastias 26 a 30
Fim da era dinástica
Períodos Persa e Greco-Romano 343 a.C. a 395 d.C.Conquista de Alexandre
Reinado de Cleópatra
A complexidade da escrita hieroglífica
Os hieroglifos chamam atenção pela beleza de seus traços e pela riqueza de detalhes. Juntamente com os ideogramas chineses, eles atraem o olhar de muita gente que não faz a menor idéia de seu significado, mas que propaga seu uso em objetos de decoração e adornos. Com sintaxe complexa, os hieroglifos surgiram entre 3500 e 3000 a.C. e eram usados em escrituras oficiais e religiosas.
Ciro Flamarion Cardoso, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense, afirma que os hieroglifos têm três tipos de representação. "Eles podiam aparecer como signos fonéticos indicando um, dois ou três sons equivalentes a consoantes ou semiconsoantes, já que as vogais não eram representadas; como complementos fonéticos da leitura ou ainda como signos puramente ideográficos", afirma Ciro. Por exemplo: um homem sentado podia indicar que a palavra anterior se referia a alguém do sexo masculino, sem que essa representação tivesse algum valor fonético. "Cada palavra egípcia tem uma raiz invariável, à qual se agregam desinências indicativas de gênero, número, flexões verbais. Essas indicações vêm sempre no fim da palavra", diz o especialista
Segundo ele, a elipse alongada (cartouche) em torno dos nomes ou referências dos reis indica proteção divina. Na inscrição relativa a Tutancâmon (ao lado), o primeiro cartouche contém o nome de trono do monarca. O segundo, seu nome pessoal e o terceiro, sua função. As frases podiam ser escritas em colunas ou linhas e a direção da leitura era indicada pelos signos que representam os seres animados (insetos e aves, por exemplo), que sempre olham para o início da frase. Em geral, o egiptólogo tem de separar as palavras e frases entre si pela lógica ortográfica e gramatical do período em que o texto se gerou. "Os egípcios procuravam mostrar os signos de maneira estética, em função disso dispunham-nos às vezes em cima um do outro ou até mesmo superpondo-os", afirma o especialista.
Aprenda como ler
1. Os textos podiam aparecer em linhas ou colunas, ou cada trecho de uma forma, como nesta inscrição com três colunas e uma linha
Como se lê?
Como se fala? - ntr nfr nbtzwy nb h 'w
O que significa? - O Deus perfeito, senhor das duas terras, senhor das coroas
2. As linhas ao redor das palavras serviam para proteger nomes sagrados, como o do trono do rei aqui descrito
Como se lê?
Como se fala? - nsw-bity (nb-hprw-r')
O que significa? - o rei do alto e baixo egito, neb-kheperu-ra
3. A leitura costumava ser da esquerda para a direita e de cima para baixo. Aqui, o nome de Tutancâmon aparece protegido por uma linha
Como se lê?
Como se fala? - sz r' (twt-'nh-imn hkz iwnw sm')
O que significa? - o filho do sol, tutancâmon, governante de heliÓpolis meridional
4. As posições das figuras de animais indicavam a direção em que se deveria ler o texto. Nesta, a cobra mostra leitura da direita para a esquerda
Como se lê?
Como se fala? - di 'nh dt
O que significa? - dotado de vida eternamente
A frase escrita diz:ntr nfr nbtzwy nb h 'w nsw-bity (nb-hprw-r') sz r' (twt-'nh-imn hkz iwnw sm') di 'nh dt
"O deus perfeito, senhor das duas terras, senhor das coroas, o rei do Alto e Baixo Egito, Neb-kheperu-ra (o senhor das transformações é o deus solar), o filho do sol, Tutancâmon, governante de Heliópolis meridional, dotado de vida eternamente."